Ver-o-Peso – Belém PA

O Mercado Ver-o-Peso ou Mercado Municipal Bolonha de Peixe ou Mercado de Ferro ou somente Ver-o-Peso (inicialmente chamado Casa de Haver o Peso), é um mercado público inaugurada em 1625, pertencente ao Complexo do Ver-o-Peso, situado na cidade brasileira de Belém, no estado do Pará, localizado na Avenida Boulevard Castilhos França, no bairro da Campina, às margens da baía do Guajará.

É um dos mercados públicos mais antigos do País, considerado como uma das maravilhas do estado. Foi eleito uma das 7 Maravilhas do Brasil por ser um dos mercados mais antigos do Brasil.[1][2] Ponto turístico, cultural e econômico da cidade de Belém, formado pelo Mercado de Ferro, Praça do Pescador, Doca das Embarcações, Pedra do Peixe e, Feira Livre – considerado a maior feira ao ar livre da América Latina[1] – que abastece a cidade com variados tipos de gêneros alimentícios e ervas medicinais, vindos das ilhas circunvizinhas à capital e dos municípios do interior, fornecidos por via fluvial.[1]

História

Com posição estratégica na desembocadura do Amazonas, Belém era o maior entreposto comercial da região de produtos extraidos da região amazônica (drogas do sertão) com destino aos mercados locais e internacionais, de carne com preço baixo dos rebanhos na Ilha do Marajó,[3] e ponto de chegada dos produtos europeus.[4] Então em 1625, na área do igarapé do Piri (no atual Mercado Ver-o-Peso), os portugueses instalaram o posto de fiscal comercial Casa de Haver o Peso,[5][6] para controle do peso e, arrecadação de tributos dos gêneros trazidos para a sede da Capitania do Grão-Pará (Estado do Maranhão),[7] concedido por provisão real à Câmara de Belém.

Em 1803, no governo de Dom Marcos de Noronha e Brito, Conde dos Arcos, o igarapé do Piri foi aterrado para atender aos avanços urbanísticos da Belém.[8] A foz foi transformada em doca, mantendo-se ali as atividades da Casa de Haver o Peso.[8]

Embora em 1839 a cidade estivesse abalada pela revolta popular denominada Cabanagem (1835 – 1840), a Casa de Haver o Peso funcionou até meados do ano de 1839, quando em outubro, o presidente Bernardo de Souza Franco extinguiu a repartição fiscal e, a Casa foi arrendada destinada à venda de peixe fresco, até o ano de 1847, quando terminou o contrato de arrendamento e a Casa de Haver o Peso foi demolida.

Em 1855 durante o Ciclo da Borracha (1879 – 1912), aumentou a importância comercial, principalmente para o cenário internacional. Assim ocorreram novas mudanças urbanísticas: a margem da baía do Guajará foi aterrada, transformando os trapiches de madeira e a praia na Doca do Ver-o-Peso e na Pedra do Peixe feito com pedra de lioz pelos ingleses. Importantes edificações foram erguidas seguindo o padrão arquitetônico europeu de estilo eclético, influenciado pela art nouveau,[8] entre as quais: o Mercado Municipal de Carnes (1867), Palácio Antônio Lemos (1873) e, o Theatro da Paz (1874).

Em de 1897, a empresa La Rocque Pinto & Cia venceu a concorrência pública para a construção do Mercado Municipal de Peixe ou Mercado de Ferro,[8] como inicialmente era conhecido o Mercado Ver-o-Peso,[9]‘ autorizado pela lei municipal nº 173.

Em 1899, teve início sua edificação, com o projeto de Henrique La Rocque,[9] próximo ao Mercado Municipal de Carnes ou Mercado Bolonha. Sendo inaugurado em 1901,[10] na forma de um dodecágono com medida de 1.197 , com estrutura metálica em zinco veille-montaine, trazida pré-fabricado da Inglaterra e de Nova Iorque, seguindo a tendência estética francesa de art nouveau da Belle Époque.[9] transportado via fluvial para Belém.[11] Neste período tambpem ocorreu a ampliação do Mercado de Carne;

O complexo passou por duas grandes reformas. A primeira em 1985, na administração municipal de Almir Gabriel, com melhorias no: Mercado de Ferro, Solar da Beira (sendo transformado em restaurante e espaço cultural), a Praça do Pescador e, a feira livre do mercado. Ocorreu também a construção da Praça dos Velames e montagem de barracas padronizadas. Em 1998 e 2002, ocorreu a segunda reforma em etapas, sob administração municipal de Edmilson Rodrigues, com intervenção geral na feira, contemplando aspectos paisagístico do local e qualificatórios dos feirantes.[8]

Patrimônio histórico

O Mercado faz parte do complexo arquitetônico e paisagístico do Ver-o-Peso tombado pelo IPHAN, em 1977,[12][1] que compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, incluindo o Mercado da Carne, a Praça do Pescador, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira. [12]

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